Energia

Bandeira amarela em setembro: o quinto mês seguido pesando na área comum

A Aneel manteve a bandeira amarela em setembro: R$ 1,885 a cada 100 kWh. Numa casa é troco. No medidor da área comum, que roda 24 horas por dia, cinco meses seguidos viram algumas centenas de reais fora do orçamento.

ScanFlow 31 de agosto de 2026 3 min de leitura
Bandeira amarela em setembro: o quinto mês seguido pesando na área comum
Foto de Anh-Bao Tran-Le no Pexels

A Aneel confirmou no fim de agosto: setembro segue com bandeira amarela, o quinto mês consecutivo. São R$ 1,885 a mais a cada 100 kWh consumidos no Sistema Interligado Nacional.

Parece pouco. Numa casa, é pouco mesmo. Num condomínio, não.

Por que a bandeira pesa mais na área comum

A bandeira incide sobre o consumo. E o medidor da área comum roda 24 horas por dia, todo dia, sem ninguém morar ali: bomba de recalque, elevador, iluminação de garagem e corredor, portão eletrônico, interfone, central de incêndio.

Um prédio médio consome entre 2.000 e 6.000 kWh/mês só na área comum. Com a bandeira amarela, isso significa:

  • 2.000 kWh → cerca de R$ 38 a mais no mês
  • 4.000 kWh → cerca de R$ 75 a mais no mês
  • 6.000 kWh → cerca de R$ 113 a mais no mês

Cinco meses seguidos de bandeira amarela transformam esses valores em algo entre R$ 190 e R$ 565 que não estava na previsão orçamentária aprovada em assembleia.

O problema não é a bandeira. É não perceber

A bandeira é pública, anunciada mês a mês, e some quando as chuvas voltam. Ela é previsível. O que não é previsível é o condomínio descobrir a diferença só quando o caixa aperta em novembro.

A conta de energia da área comum costuma ser o item que ninguém acompanha entre uma prestação de contas e outra. Chega, é paga, e vira uma linha na planilha. Quando alguém pergunta "por que subiu?", a resposta honesta quase sempre é "não sei".

O que dá para fazer neste mês

  • Separe bandeira de consumo. A fatura mostra o adicional de bandeira em linha própria. Se a conta subiu R$ 300 e a bandeira explica R$ 75, os outros R$ 225 são consumo — e consumo tem causa.
  • Compare com o mesmo mês do ano passado, não com o mês anterior. Setembro contra setembro. Agosto tem menos dias e menos luz acesa que dezembro; a comparação mês a mês engana.
  • Olhe a bomba antes de olhar a lâmpada. Trocar corredor por LED é bom, mas bomba de recalque ligando demais quase sempre significa vazamento na rede interna — e aí você está pagando duas contas, água e energia, pelo mesmo furo.
  • Registre o número. Anotar o consumo da área comum todo mês, com data e foto do relógio, custa cinco minutos e resolve a discussão de novembro.

Período seco, causa conhecida

A bandeira amarela de setembro tem explicação simples: é o fim do período seco. Os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, o sistema recorre mais às térmicas, e térmica gera energia mais cara. Historicamente, a bandeira alivia quando as chuvas de primavera enchem os reservatórios.

Ou seja: é provável que passe. Mas até passar, alguém está pagando — e num condomínio, esse alguém é o rateio.

No ScanFlow, o consumo de energia da área comum é lido na mesma rotina da água e do gás, com foto do relógio guardada como prova. No mês em que a conta pular, a resposta para "por que subiu?" já está registrada.

Com informações de Agência Gov — Aneel mantém bandeira amarela em setembro.

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