Medição individual de gás em condomínio: como funciona e onde erra
Central de GLP ou gás natural, o problema é o mesmo: uma conta só chega e precisa virar a conta de cada apartamento. E o medidor de gás tem armadilhas que o de água não tem.

Em condomínio com gás canalizado, a lógica é a mesma da água: chega uma conta só e ela precisa virar a conta de cada unidade. Muda o fornecedor, muda a unidade de medida, mas o problema de gestão é idêntico.
GLP central ou gás natural: o que muda
Na central de GLP, o condomínio compra o gás por quilo ou por metro cúbico, de um fornecedor, e abastece um tanque ou uma bateria de cilindros. O custo do abastecimento é distribuído entre as unidades conforme o consumo medido.
No gás natural canalizado, a distribuidora entrega pela rede e mede na entrada do prédio. Da entrada para dentro, de novo, a divisão é do condomínio.
Em ambos, o rateio funciona igual ao da água: consumo da unidade × (valor total ÷ consumo total).
Três armadilhas que o gás tem e a água não
- A compra não é mensal. A central de GLP é abastecida quando o nível cai — pode ser a cada 40 dias, a cada 70. Se o rateio usa o valor do último abastecimento e a leitura é mensal, os períodos não batem, e o custo do metro cúbico oscila sem ninguém ter mudado o consumo.
- O medidor costuma ficar em área comum trancada. Barrilete, casa de máquinas, área da central. É bom para conservação e ruim para leitura: depende de alguém com a chave, no dia certo.
- Consumo zero é comum e não é defeito. Apartamento onde ninguém cozinha usa gás de verdade só no banho — e às vezes nem isso, se o chuveiro for elétrico. Zero no gás não tem o mesmo significado que zero na água.
O erro de rateio mais comum
Usar o valor da última compra dividido pelo consumo do mês. Se o abastecimento foi em janeiro e cobriu até março, o custo do metro cúbico de janeiro sai inflado e o de março, barato — sem que ninguém tenha gasto diferente.
O jeito correto é apurar por período de abastecimento, ou manter uma tarifa média que só é atualizada quando o preço de compra muda de fato. O critério importa menos que a consistência: mudar de método no meio do ano é o que gera contestação.
O que não muda em relação à água
- Foto do relógio. O visor de gás é pequeno, quase sempre em lugar com pouca luz. É onde mais se troca dígito na anotação.
- Comparar com o mês anterior. Salto de consumo em gás geralmente é vazamento — e vazamento de gás é segurança, não só dinheiro.
- Fila de troca. Medidor de gás parado passa despercebido por meses, porque consumo baixo é normal ali.
O ScanFlow trata gás como trata água: mesma rotina de leitura por foto, mesma prova guardada, mesmo rateio configurável — com a unidade e a tarifa próprias do gás.
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Cansado de rateio de água que ninguém entende?
O ScanFlow lê o hidrômetro por foto, guarda a prova e monta a conta de cada morador.
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