Gestão de condomínio

Síndico novo: os números que você precisa levantar no primeiro mês

Assumir um condomínio sem saber quanto entra de água, quanto se perde e quais medidores estão quebrados é começar no escuro. Sete números que cabem numa página.

ScanFlow 17 de agosto de 2026 2 min de leitura
Síndico novo: os números que você precisa levantar no primeiro mês
Foto de RDNE Stock project no Pexels

Quem assume um condomínio herda contratos, obras pendentes e, quase sempre, uma pasta de contas que ninguém explicou. Água, gás e energia costumam ser a maior despesa variável — e a menos compreendida.

Sete números respondem quase tudo. Levantar isso é trabalho de um mês e evita dois anos de discussão.

1. Quanto entra pelo medidor da concessionária

O consumo total, em m³, dos últimos 12 meses. É a linha de base de tudo. Serve para identificar sazonalidade e para saber se o mês atual é normal ou não.

2. Quanto soma a medição interna

A soma do que foi medido em todas as unidades no mesmo período. Se o condomínio não faz medição individual, este número não existe — e essa já é a primeira descoberta.

3. A diferença entre os dois

entrada − soma das unidades − área comum = perda

Entre 5% e 10% é o que o mercado considera normal. Acima disso, existe vazamento, medidor parado ou leitura faltando. Este é o número mais importante da lista.

4. Quantas unidades ficaram sem leitura

Casa não lida vira estimativa, e estimativa vira diferença rateada entre todos. Cobertura de leitura abaixo de 95% já distorce a conta de quem foi medido.

5. Quantos medidores estão com defeito

Parados, embaçados, quebrados, enterrados. Cada um é uma unidade consumindo e não pagando o que consome — na conta dos vizinhos. Vale uma lista com endereço e o que há de errado.

6. Qual o critério de rateio, por escrito

Proporcional ao consumo? Tarifa fixa por m³? Fração ideal? E, principalmente: onde isso está escrito — convenção, regimento ou ata de assembleia. Mudar critério sem respaldo é o tipo de decisão que volta como questionamento.

7. Quando foi o último reajuste da concessionária

Se o condomínio cobra por tarifa fixa e a concessionária reajustou depois disso, o condomínio está recebendo menos do que paga, e a diferença sai do caixa. É uma perda silenciosa que ninguém percebe até o caixa apertar.

O que fazer com a lista pronta

Esses sete números viram a primeira prestação de contas honesta que muitos condomínios veem em anos. E eles orientam a ordem do que fazer: se a perda está alta, o problema é rede ou medição, não o comportamento dos moradores. Se a cobertura de leitura está baixa, adianta pouco discutir tarifa antes de resolver o acesso aos relógios.

Depois de levantados, o trabalho é mantê-los atualizados todo mês — que é exatamente o que um sistema de medição faz por você.

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