
Prédio ou condomínio horizontal: o que muda na gestão da medição
Os dois recebem uma conta só e precisam dividi-la. O que muda é onde estão os medidores, quem consegue chegar até eles e onde a perda se esconde.
Água, gás e energia em condomínio. Como medir, como ratear e como parar de pagar pelo que ninguém consumiu — em prédio ou em loteamento fechado.

Os dois recebem uma conta só e precisam dividi-la. O que muda é onde estão os medidores, quem consegue chegar até eles e onde a perda se esconde.

Assumir um condomínio sem saber quanto entra de água, quanto se perde e quais medidores estão quebrados é começar no escuro. Sete números que cabem numa página.

Em boa parte dos condomínios horizontais do Litoral Norte, a Corsan mede um relógio só, na entrada. Da porteira para dentro, quem mede, calcula e cobra é o próprio condomínio — e quase ninguém foi treinado para isso.

Trezentos medidores espalhados por quilômetros de rua, cada um numa caixa diferente, alguns enterrados. O problema não é o cálculo — é chegar até o relógio.

A obrigatoriedade da medição individual vale para edificações novas desde 2016. Mas ter hidrômetro em cada unidade é só metade — a outra metade é o que o condomínio faz com esses números.

Não é só mais gente. A conta de verão sobe por quatro mecanismos diferentes, e três deles são invisíveis até virem no boleto.

Entre dezembro e março a população de um condomínio de praia multiplica, e a estrutura continua a mesma. Cinco pontos que decidem se a temporada passa tranquila ou vira pauta de assembleia.

São cerca de 50 condomínios ocupando metade do território urbano da cidade. Cada um deles é uma microrrede de água com regra própria — e o esgoto só chega a 96% em 2033.

A diferença entre o que o hidrômetro da entrada marca e a soma dos apartamentos tem nome, tem causa e tem conta. Veja como o rateio é calculado e onde o dinheiro costuma escapar.